Existem 6,317 espécies de anfíbios, das quais 5,576 são anuros (rãs e sapos), 566 são caudatas (tritões e salamandras), e 175 são gymnophionas (Cecílias).
Cecílias são anfíbios que não têm membros. São relativamente parecidas com minhocas da terra ou cobras e podem crescer até aos 1,5m. Vivem geralmente debaixo do solo, são o grupo menos estudado de anfíbios.
Não. Algumas Cecílias deixam já o novo ser vivo formado e algumas salamandras deixam as larvas que se assemelham essencialmente ao seu estado adulto, mas com brânquias externas. Há muitas espécies terrestres da râs que emergem já com patas directamente do ovo, contornando totalmente o estado de girino. Esta adaptação permite-lhes viver afastado dos cursos de água (no topo da montanha por exemplo), e dá aos pais a possibilidade de proteger os seus ovos que são depositados na terra. Esta situação também reduz o risco de os girinos serem comidos por predadores aquáticos como peixes insectos etc. Algumas salamandras terrestres também usam esta estratégia.
Os anfíbios são os vertebrados terrestres mais antigos. Ichthyostega era uma espécie de anfíbios que vivia à mais de 362 milhões de anos.
As rãs de chocadeira gástrica do Norte & Sul Rheobatrachus vitellinus e R. silus viviam na Austrália oriental. Estas rãs espectaculares podem engolir os seus filhotes e guardá-los dentro do seu estômago! Eram realmente uma grande promessa para a medicina humana, o estudo destes sapos podia ajudar a resolver problemas relacionados com ulceras.
infelizmente, As rãs de chocadeira gástrica desapareceu alguns anos depois de ser descoberta por cientistas--a saúde dos seres humanos e das râs é entrelaçada claramente. À direita pode ver uma pequena rã R. silus a sair da boca da sua mãe. (foto de D. Sarille; A foto de cima R. vitellinus é de M. Davies)
A rã mais pequena é uma espécie cubana em grande perigo Eleutherodactylus iberia. Estes pequenotes medem apenas 10 mm no teu tamanho máximo. São ameaçadas principalmente devido aos pesticidas e às actividade mineiras em grande escala que destroem o seu habitat (foto de E. iberia por M. Lammertink)
O sapo de Izecksohn's Brachycephalus didactylus do sudeste do Brazil cresce no máximo 10mm. É conhecido no Brazil como "sapo-pulga" -- o Sapo Pulga.
A maior rã do mundo é conhecida como "Goliath Frog" Conraua goliath, que vive no lado este de África. Estas rãs podem crescer mais de 30 cm, e podem pesar mais de 3 kg. É também uma espécie ameaçada, devido ao facto de as florestas estarem a ser transformadas em campos de cultivo e quintas. Infelizmente , estas rãs são também usadas como ementa para os povos locais.
A rã-morango Dendrobates pumilio tem uma estratégia de reprodução excelente. As fêmeas depositam os seus ovos na água depositada nas folhas das plantas. Quando nascem os girinos, sobem para as costas da mãe. Depois esta transporta os filhos para pequenas poças criadas entre as folhas das bromélias ou outra planta que crie as mesmas condições. Em seguida deposita os restantes ovos (inferteis) na água, estes servirão como primeiro alimento dos girinos. As Dendrobates pumilio habitam na costa das Caraíbas da America Central. Outras Dendrobates também transportam os seus girinos. Veja os girinos da foto à direita. (foto de cima D. pumilio tirada na praia das rãs vermelhas, Bocas del Toro, Panama. A foto abaixo é de umas das espécies desconhecidas na Costa Rica's Osa Peninsula. ambas as fotos de K. Kriger)
Assa darlingtoni, chamada normalmente de rã marsupial, Vive nas florestas tropicais da Australia, onde deposita os seus ovos na humidade das folhas. Ambos os pais guardam a postura de aproximadamente 30 ovos e quando os pequenotes emergem, rastejam até aos dois bolsos do Pai, onde permanecem durante algumas semanas. O adulto da imagem é praticamente do tamanho em que o apresentamos, imagine o quão pequenos os filhotes são! (foto de K. Kriger)
O termo anfíbio vem do grego e significa "aquele que tem vida dupla". Ou seja, os anfíbios passam por duas fases na vida, uma fase larval e outra adulta. Eles existem há 350 milhões de anos e foram os primeiros a apresentar musculatura para se sustentar fora d'água.
A grande parte das espécies apresenta uma fase larval aquática (o girino) respirando por brânquias. Gradualmente, inicia-se a metamorfose, as patas começam a desenvolver-se e ele começa a ganhar a forma que terá quando for adulto. A respiração torna-se pulmonar e/ou cutânea (pela pele) podem viver em terra firme.
Os anfíbios são animais de pele fina e húmida e não apresentam pêlos ou escamas. Por isso, a maioria das espécies vive apenas em ambientes aquáticos e húmidos. Para se defenderem, os anfíbios possuem glândulas que produzem substâncias tóxicas. Algumas mais, outras menos tóxicas, que podem causar acidentes ao homem caso essas substâncias entrem no nosso organismo, ou em contacto com o nosso sangue/olhos.
Os anfíbios alimentam-se de minhocas, insectos, aranhas e de outros vertebrados como anfíbios e pequenos mamíferos. Alguns exemplos de anfíbios: sapo, rã, salamandra, perereca e cecília ou cobra-cega. (foto de Litoria verreauxii por K. Kriger)
Os girinos têm guelras tal como os peixes e a maior parte dos sapos adultos tem pulmões tal como os nossos. No entanto, os anfíbios têm pele permeável que absorve água e oxigénio directamente do ambiente em seu redor. No entanto, algumas Salamandras (Plethodontid) não têm pulmões: respiram apenas pela pele e pelos tecidos da usa boca. A primeira rã conhecida sem pulmões, Barbourula kalimantanensis, foi encontrada recentemente nas floresta de Borneo. O maior anfíbio sem pulmões tem 80 cm e é uma cecília Atretochoana eiselti do Brasil. (foto por D. Bickford daEvolutionary Ecology and Conservation Lab).
As râs australianas de Stony Creek Litoria wilcoxii e Litoria jungguy constroem ocasionalmente um ninho de areia para os seus ovos. na foto À direita os ovos encontram-se no centro do ningo, o qual é imediatamente ao lado da água. Deste modo os ovos são guardados num local húmido protegidos de peixes e outros predadores. A próxima chuva irá lavá-los e fazer emergir os girinos. (foto por K. Kriger)
A diferença entre uma Rã e um Sapo não é muita, e em linguagem corrente exclui-se muitas vezes o termo "rã" e tratamo-los todos como "sapos", o que não é de todo uma situação grave. Os verdadeiros "sapos" (bufonídeos) tendem a ter as patas curtas e a secar a pele rugosa, embora haja uma abundância da espécies da râs que também correspondem a esta descrição. Os sapos tendem a ter secreções toxicas, tal como as rãs venenosas. No entanto, os sapos têm maior capacidade para viver perto de si, como um pequeno alien ao fundo da rua. (Foto do sapo Americano Bufo americanus, por K. Kriger)
São glândulas que guardam secreções toxicas. Os sapos são bastante lentos por isso necessitam de se defender dos predadores de alguma forma. O Sapo dos canos "Bufo marinus" tem 20 toxinas, algumas delas suficientemente potentes para matar uma cobra venenosa muitas vezes maior do que ele. No entanto isto não significa que uma pessoa ou animal morra por tocar neste sapo. O perigo existe de facto, mas apenas se esse predador comer o Sapo ou se as suas glândulas rebentarem e as toxinas entrarem em contacto com os nosso organismo ou olhos, aí podemos ter problemas. Ao contrário do mito urbano, se voçê lamber um sapo , provavelmente irá apenas vomitar.O sapo do deserto de Sonoran "Bufo alvareus" tem secreções que causam alucinações. (Cane toad foto por: K. Kriger)
A maior parte dos anfíbios tóxicos (como Sapos dos canos e Dendrobates venenosas) acumulam as toxinas dos insectos que ingerem. Mas as rãs Australianas "rãs-Corroboree"Pseudophryne corroboree e P. pengilleyi criam as suas próprias substâncias. Devem ser o único vertebrado capaz de tal feito.
Um herpetologista é uma pessoa que estuda anfíbios e/ou Répteis. Um batráquiologista é um termo mais específico para aqueles que estudam anfíbios, no entanto, este termo é usado muito raramente.
Um herpetocultor é uma pessoa que mantém e reproduz Répteis e/ou Anfíbios em cativeiro. Estes indivíduos, sejam profissionais no ramo ou não, são chamados de herpetocultores.
As deformações nas rãs causaram o alarme desde os anos 90, quando grandes quantidades de rãs foram encontradas com falta de pernas, membros extra ou outras anomalias desenvolvidas. Muitas dessas anomalias são causadas por parasitas Ribeiroia ondatrae que afecta os girinos. Porque é que estes problemas aumentaram tanto nas recentes décadas? Ainda não se sabe, mas pode ser devido ao aumento dos níveis de eutrofização (um estado não natural causado pelas quantidades excessivas de fertilizante que entram na água), que permitiu que os caracóis que são usados como um anfitrião portador do vírus se reproduzirem-se mais condicionando a criação saudável de rãs. A fotografia À direita é uma rã de 6 pernas "Rã manchada das ervas" Limnodynastes tasmaniensis. Parece fixe, mas infelizmente num termo menos positivo.
Algumas rãs procriam em pequenas comunidades formadas depois das chuvas. Para garantir que os girinos não morrem quando a poça secar, estes estão adaptados a transformar-se rapidamente levando apenas uma ou duas semanas. Outras rãs, como a rã de cauda Ascaphus truei do Nordeste Pacífico ou a rã-Barrada Australiana Mixophyes vivem em lagoas ou em ribeiros permanentes e podem permanecer no estado de girino por 2 ou 3 anos. (foto: M. fasciolatus por K. Kriger)
Por falar nas rãs-Barradas, os olhos das rãs-barradas Mixophyes fleayi mudam realmente de cor à medida que envelhecem. Os jovens têm olhos parcialmente vermelhos mas em adultos esse vermelho muda para azul. (fotos: K. Kriger)
As rãs da madeira Rana sylvatica são a única espécie Norte-Americana que consegue viver no Círculo Árctico. As rãs são ectotérmicas (de sangue frio) o que por outras palavras quer dizer que não podem controlar a sua temperatura corporal. As rãs da madeira estão adaptadas aos invernos frios e podem sobreviver enterradas, debaixo do gelo: A sua respiração, circulação sanguínea e batimento cardíaco param e os cristais de gelo formam-se sobre a sua pele. Enquanto que os cristais de gelo em contacto com a pele humana podem causar graves problemas, incluindo congelação, estas rãs estão seguras graças aos altos níveis de glicogénio nas suas células que funcionam como anti-congelação, restringindo as áreas congeladas ao líquido extra-celular, onde nenhum dano de tecido ocorrerá. Que rãs porreiras!!
Algumas espécies vivem apenas poucos anos mas muitos são os que vivem 6 ou 7 anos. A rã Agarrada Africana Xenopus laevis e a rã verde das árvores Litoria caerulea podem viver cerca de 30 anos em cativeiro. É muito difícil determinar a sua média de vida no estado selvagem mas se alguém quiser andar por aí a seguir alguns sapos durante algumas décadas, por favor avise-nos. (foto: L. caerulea por K. Kriger)
Os sapos habitam nas zonas mais secas da terra. Como precisam de permanecer húmidos para sobreviver, alguns sapos enterram-se para não secarem com o clima em seu redor. Desenvolveram membros almofadados e adaptados para escavar podendo enterrar-se até mais de 1,5m. Mesmo que não chova, não ha problema. Estes sapos reduzem o seu metabolismo e entram num estado chamado estivação que se assemelha à hibernação. E mudam varias camadas de pele que os cercam como um casulo protegendo-os e retendo a humidade. Alguns permanecem enterrados durante mais de 10 meses. Quando a chuva regressa, os sapos aparecem en masse à superfície para a maior festa do ano. (foto: Ornate Burrowing frog Limnodynastes ornatus em New South Wales, por K. Kriger)
Veja este vídeo gravado em África sobre os sapos que se enterram :
As secreções libertadas pela pele de pelo menos 3 espécies de rãs australianas (as Green Treefrog Litoria caerulea, as Southern Orange-eyed Treefrog Litoria chloris, e as Green-Eyed Treefrog Litoria genimaculata) podem inibir completamente o HIV, o vírus que causa a SIDA. (foto de L. chloris por K. Kriger)
OK, agora que sabemos que as rãs de olhos laranja do Sudeste provavelmente nunca terão SIDA, parece-nos a altura certa para mostrar este vídeo. Este é para aquelas pessoas que leram esta página até aqui mas ainda não tinham a certeza se as Rãs e Sapos eram Fixes! . Certifique-se de que tem as colunas de som ligadas...
Se gostou deste vídeo pode adicioná-lo a uma página do seu website. Ajude-nos a ajudar. SALVE OS SAPOS! Tenha em conta que estes animais só saem para estas grandes festas quando a temperatura e chuvas são adequadas. (Video por K. Kriger)
A maioria das rãs e sapos procriam com fertilização externa (os ovos são colocados fora do corpo da fêmea e depois o macho fertiliza-os),mas a rã de causa Ascaphus truei, que vive no Nordeste Pacífico dos Estados Unidos, "trabalha" com fertilização interna, assim como algumas salamandras. Os machos deixam uma gelatinosa massa de esperma no seu local favorito. Depois vem a fêmea sortuda e apanha esse esperma com a sua cloaca e usa-o para fertilizar os ovos que ainda estão no seu interior. As cecílias são o único grupo em que todas as espécies procriam usando fecundação interna.
Todos os sapos têm um nome comum e um nome científico, que é em Latim. A rã Agarrada Africana é também conhecida como Xenopus laevis. O nome científico consiste no género da rã seguido da sua espécie (isto é chamado nomenclatura binária). Carl Linnaeus planeou este sistema no século XVIII de modo a que os cientistas pudessem ter a certeza de que se estavam a referir à espécie correcta. Por exemplo, há “um Treefrog verde” na Europa, na América e na Austrália, mas são todos espécies diferentes: Hyla arborea, Hyla cinerea e Litoria caerulea.
Sim, e têm também uma membrana desobstruída que permite que protejam os olhos sem obstruir a sua visão. Você pode ver essa membrana neste espécime cinzento parcialmente submerso Hyla versicolor (Foto: K. Kriger)
A Rã-Foguete riscada Australiana Litoria nasuta consegue saltar uma distância de 55 vezes o seu tamanho! Seria como você saltar de um lado ao outro de um campo de futebol profissional! Como fazem isso? As suas pernas têm o dobro do comprimento do seu corpo e os músculos das mesmas pesam 1/3 do seu peso total. Estes sapos são tão Fixes que tivemos de colocar a foto de um no nosso Póster dos Sapos australianos! (Foto por K. Kriger)
Existem muitos outros Factos super interessantes sobre Sapos. Se conhece algum, envie-nos uma fotografia e o texto explicativo desse facto e poderá ser colocado nesta página. Relembramos que muitos são os casos em que chamamos Sapos às rãs, Isto deve-se ao facto de a comunidade chamar Sapos a todos os Sapos e Rãs num tom mais comum, termo que ao longo do tempo foi ficando presente na linguagem corrente Portuguesa e Brasileira. "Olha alí aquele Sapo!"
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Poison Dart Frogs